Folha de São Paulo 18/08/2002 - Franchising abre espaço dos 8 aos 80



FRANQUIA

Pouco explorados, nichos como educação infantil e lazer para idosos são opções para investir

Franchising abre espaço dos 8 aos 80
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Quando o assunto é escolher o público-alvo para investir em franquia, os fins podem ser mais interessantes do que os meios.
No exterior, a educação infantil e os serviços não-médicos para idosos são vistos como dois bons nichos de atuação. No Brasil, o consultor Marcelo Cherto acredita que falte só a iniciativa.

"Os extremos são interessantes, mas pouco explorados", afirma.

Para as crianças, a área de educação engloba franquias como as de idiomas ou de reforço escolar. Mas, de acordo com Anette Trompeter, diretora-presidente da Associação Brasileira de Franchising, outras oportunidades começam a engatinhar, como aulas de música e de esportes.
No Minas Tênis Clube (0/xx/ 31/3289-8806), que começou a franquear em maio deste ano, cerca de 5.000 dos 8.500 alunos têm menos de 16 anos. "Optamos pelo franchising devido à demanda de clubes e colégios", afirma Luiz Eymard, 52, gerente de projetos.

Público "maduro"

Os idosos são vistos como um público disposto a aproveitar atividades de lazer. Mas o fato de esse segmento não ser explorado pelo franchising não o torna automaticamente uma mina de ouro.

"Precisa ser trabalhado para trazer resultados. Como as iniciativas são recentes, a curto prazo o segmento infantil é mais próspero", diz Celina Kochen, consultora de varejo e franchising.

A Bit Company (0/xx/11/5908-4321) abriu suas classes aos dois tipos de público. Hoje as crianças representam cerca de 30% dos alunos da unidade Itaim, e os idosos, 10%. "O setor infantil é mais promissor", opina Angela Manzoni, 26, gerente de treinamento e unidade. (BRUNA MARTINS FONTES)