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The Kids Club se prepara para a segunda década no Brasil
11/05/2004 A rede de ensino de Inglês
The Kids Club prepara-se para iniciar a segunda década
de atuação na região Sudeste do país
munida de estratégias para reforçar a marca nas
demais regiões brasileiras. Além das comemorar o
10º aniversário de instalação do método
britânico por aqui, a master franqueada Sylvia de Moraes
Barros, já trabalha para expandir os negócios
no Centro-Oeste e "desbravar", como ela mesma define,
as regiões Norte, Nordeste e Sul do Brasil.
O diferencial da The Kids Club entre os pais e alunos e junto
a potenciais franqueados, é o foco voltado para o nicho
das crianças na faixa etária dos três aos
10 anos - a maioria ainda sem contato com um segundo idioma ou
com aprendizado precário nas escolas de educação
infantil que frequentam. Criada na Inglaterra, a The Kids Club
concede ao aluno (já são 12 mil formados no Brasil)
uma certificação da Universidade de Londres qualificando
o aprendizado. Na entrevista que concedeu ao Franquia Shop,
Syliva Barros, desde 1994 proprietária da marca, falou
sobre a expansão e o funcionamento das franquias da rede:
Franquia Shop - Por que a The Kids Club decidiu adotar
o sistema de franquias para comercializar seus cursos de idiomas?
Sylvia Barros - Na verdade, a empresa é master-Franqueada
de uma empresa da Inglaterra, ou seja, temos por objetivo explorar
todo o território brasileiro e expandir o negócio
criado na Inglaterra pelo sistema de franquias.
Franquia Shop - Como funcionam as franquias
da empresa, existem, por exemplo, parcerias com escolas infantis
ou mesmo com empresas onde trabalham as mães de seus potenciais
alunos?
Sylvia Barros - Nossas unidades de franquia terceirizam
o curso de inglês em escolas particulares na faixa etária
de 3 a 10 anos. Podemos estar na grade curricular da escola ou
oferecer o curso como opcional após as aulas. Atuamos também
dentro de condomínios residenciais, em academias de dança
e ginástica, em brinquedotecas, com teatro ou música,
e em parceira com escolas de inglês para adultos, escolas
de informática, entre outros. Um exemplo: em São
Paulo atuamos dentro da Escola Ballet Art no Brooklin, dentro
do Clube Sírio Libanês, no curricular da escola deles,
dentro do Clube Pitangueiras na Granja Vianna, e dentro da escola
de informática People Computação, em Campinas
(SP). Algumas unidades de franquia ainda têm sede própria,
onde recebem alunos da comunidade.
Franquia Shop - Como é feita a seleção
dos franqueados para gerir uma unidade franqueada?
Sylvia Barros - O franqueado passa por um processo de seleção
a que engloba a análise do curriculum e algumas entrevistas
onde são analisados a fluência no inglês (exigido),
a formação (superior - não exigimos formação
em letras ou pedagogia), além da afinidade no trabalho
com crianças, espírito empreendedor, senso de organização,
e o quanto ele realmente esperar crescer e se dedicar ao negócio.
Analisamos também a área de interesse do franqueado
e esta informação é cruzada com as áreas
que mais nos interessam em termos de ampliação da
marca. São feitas cerca de cinco entrevistas para avaliação
dos aspectos pedagógico, mercadológico, de marketing,
finanças e a forma de atuação. Estas entrevistas
são feitas pessoalmente ou por e-mail e telefone, para
outros Estados. Após discussão de todos os itens
da COF (circular de oferta), o potencial franqueado estará
apto a participar do treinamento e iniciar o primeiro ano de atuação
na rede.
A formatação e a implantação do sistema
de franquias para o público consumidor-alvo exige diferenciação
na operação das unidades?
Sylvia Barros - Sim, temos mais de uma forma de atuação.
O franqueado pode trabalhar sem ponto (de forma terceirizada)
ou com ponto (sede própria). Temos ainda atuação
em mercados diferentes, como por exemplo condomínios, academias
e escolas de informática, atuação esta que
requer um sistema de negociação diferenciado. Porém,
a forma de desenvolver o método em caráter pedagógico
é sempre o mesmo. A diferenciação esta na
forma de calcular os custos, dar os preços, administrar
o aspecto financeiro e a divulgação do negócio
para captação de alunos, pois cada setor tem suas
particularidades.
Franquia Shop - Existem planos e estratégias de
crescimento vertical da rede de franquias, diante do lento crescimento
econômico do próprio país?
Sylvia Barros - Além do lento crescimento do Brasil,
a conscientização por parte dos pais para que seus
filhos aprendam inglês o mais cedo possível, ainda
é novidade na maior parte do país. O que em São
Paulo, Rio de Janeiro e Brasília já foi um "boom",
uma grande novidade, nas regiões Norte, Nordeste e no Sul
do país, esta conscientização ainda não
venceu as barreiras impostas pela tradição de que
começa-se a aprender um segundo idioma somente após
10 anos de idade. Nossos planos de crescimento incluem a expansão
das regiões Sudeste e Centro-oeste, e o desbravamento das
regiões Norte, Nordeste e Sul.
Franquia Shop - Como está o desempenho do segmento
de Educação, específicamente na área
de atuação da rede The Kids Club, atualmente tão
competitiva no Brasil?
Sylvia Barros - As empresas franqueadoras de curso de inglês
para adolescentes e adultos não estão muito interessadas
em investir no mercado infantil, pois o custo é alto para
se desenvolver um método tão exclusivo como o nosso,
que foi criado por psicólogos e pedagogos na Inglaterra.
Estas empresas preferem investir no lançamento de novos
produtos para adolescentes e assim ter resultados mais imediatos.
Digo isso, porque eles estariam começando do zero e nós
não. Quanto às outras redes que já estão
atuando neste mercado, algumas ainda não estão preparadas,
outras estão focadas em um público-alvo diferente
do nosso. A concorrência existe, mas é saudável.
O que realmente nos afeta é a falta de consciência
dos pais da importância de se ter um método sério
e específico para crianças. Muitas das melhores
escolas mantém a "tia do inglês", ou alguém
que apesar de toda a formação e experiência
já comprovadas, utiliza livros encontrados em livrarias,
sem treinamento, preparo, ou mesmo reciclagem constante, e acaba
oferecendo à criança algo maçante e cansativo,
que inibe o principal: o gosto por aprender um novo idioma, que
permanece pelo resto da vida.
Franquia Shop - O que mudou e o que melhorou,
ou gerou maiores dificuldades para se operar com Franchising no
segmento de Educação nestes últimos 10 anos?
Sylvia Barros - Acho que a globalização ajudou
muito o mercado da Educação e principalmente o mercado
de línguas estrangeiras. Hoje, os pais estão mais
preocupados em preparar seus filhos para o futuro. Não
basta ter formação superior para se ter um bom emprego,
hoje temos cursos de especialização no exterior
e o inglês é a língua universal. Não
dá para preparar um filho a partir dos 12 anos e dizer
que aos 18 ele é fluente em inglês e pode competir
no mercado. A realidade também é que hoje, crianças
a partir de seis anos já sabem ler e querem jogar vídeo
games, viajar, trocar cartas de jogos japoneses, por exemplo,
e entender tudo o que esta escrito - que é claro, está
em inglês. Quanto ao mercado de franchising, o "boom"
do início passou, e deixou algumas seqüelas - como
a maior profissionalização do sistema, da legislação
e de todos os aspectos que envolvem uma rede de franquias. Além
disso, devido a um maior conhecimento e conscientização
dos direitos e deveres de um franqueado, candidatos estão
muito mais seletivos e cautelosos na hora de ingressar no sistema.
Portanto, só crescem as redes que realmente forem sérias
e competentes.
Franquia Shop - Existem praças ou mercados
localizados, onde já foi constatada maior demanda pelos
cursos que a empresa desenvolve, por exemplo alguns Estados ou
cidades específicas?
Sylvia Barros - Sim, Brasília é um local
onde os pais estão melhor conscientizados da importância
de se aprender inglês desde cedo. Até por causa das
profissões que exercem em cargos públicos, diplomáticos
e nas inúmeras viagens, vislumbram para os filhos um aprendizado
que, além de ter qualidade, possa ser iniciado desde cedo.
Maiores informações visite o site www.thekidsclub.com.br
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